quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Trabalho de Grupo
O Luar
O luar quando bate na relva
Não sei que cousa me lembra...
Lembra-me a voz da criada velha
Contando-me contos de fadas.
E de como Nossa Senhora vestida de mendiga
Andava à noite nas estradas
Socorrendo as crianças maltratadas...
Se eu já não posso crer que isso é verdade,
Para que bate o luar na relva?
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Estoicismo
Ricardo Reis é um poeta disciplinado, que procura o prazer nos limites do ser humano face ao destin e à brevidade da vida. Daí fazer apologia da indiferença solene diante do poder dos deuses e do destino inelutável. Considera que a verdadeira sabedoria de vida é viver de forma equilibrada e serena, sem «sem desassossegos grandes».
Epicurismo
Ricardo Reis (Resumo)

Ricardo Reis: Nasceu no Porto em 1887, educado por jesuitas, era médico e foi expatriado, em 1919, para o Brasil. A sua estatura é mediana, forte e seco, foi «latinista por educação alheia e um semi-helenista por educação própria».
O heterónimo pessoano Ricardo Reis é um poeta contemplativo que procura a serenidade, livre de afectos e de tudo o que possa perturbar o seu espírito. É também um estóico, apesar de, aparentemente, resignado. Há no seu pensamento, uma tensão, uma atitude de luta contra tudo o que lhe tire o desassossego. É uma atitude vital na busca do entendimento da felicidade e da liberdade a que tende o homem, obrigado a viver num meio social adverso. Em Ricardo Reis, vê-se não só o mundo de angústias que afecta Pessoa, mas a apatia, a desilusão perante o mistério da vida sem soluções. Tudo é incerto, nada fica de nada, nada somos, tudo passa, tudo muda.
A filosofia de vida de Ricardo Reis é a de um epicurismo triste, pois defende o prazer do momento, o «carpe diem», como caminho da felicidade, mas sem cede aos impulsos dos instintos.
Horácio (Venúsia, 66 a. C. - Roma, 8 a. C.)

Poeta latino. Após a sua educação em Roma e Atenas, Horácio passa uns anos azarentos até que pode gozar, como Virgílio, da protecção de Mecenas, que lhe oferece uma casa de campo onde vive livre de cuidados.
Horácio é o grande inovador da poesia latina, na qual introduz novos critérios métricos e uma concepção original dos quatro géneros que cultiva: os epodos, as sátiras, as odes e as epístolas.
Nas Sátiras, o cuidado formal é mais importante que os temas, muito variados: relatos de viagens, descrição de um banquete ridículo, retrato de uma pessoa vagarosa, etc. Nos Epodos, parecidos com as Sátiras, inclui-se uma das obras-primas de Horácio, o Beatus ille, canto à vida tranquila do campo.
As Odes são a sua obra-prima. Os temas que nelas trata, muito simples, são a expressão lírica da própria vida: o amor (e especialmente a amizade), a beleza da natureza (independentemente da sua utilidade), os prazeres quotidianos, a passagem do tempo, a ineludível chegada da morte… Horácio tem consciência de criar um lirismo novo que lega às gerações futuras, pois escreve: «Levantei um monumento mais duradouro que o bronze.»
As Epístolas, cartas em verso, são também peças poéticas, se bem que nelas predomine a reflexão sobre o lirismo. A mais conhecida é a Arte Poética, em que expõe uma série de conselhos para a criação literária.
Apolo

Nas mitologias grega e romana, Apolo (em grego, Ἀπόλλων — Apóllōn ou Ἀπέλλων — Apellōn) era um deus filho de Zeus e Leto, e irmão gémeo da deusa Ártemis, da caça. Em época mais tardia foi identificado com Hélios, deus do sol, pois era antes o deus da luz, e por arrastamento, a sua irmã foi identificada com Selene, deusa da lua. Mais tarde ainda, foi conhecido primordialmente como uma divindade solar. Na mitologia etrusca, foi conhecido como Aplu. Ao seu nome acrescenta-se, por vezes, epítetos relacionados com os locais onde era venerado, como o título de "Abeu" (de "Abas"), como era conhecido em Chipre.
Mas o seu culto estendia-se muito para além do culto solar. Apolo é também o deus da cura e das doenças, pai de Asclépio, ou Esculápio, venerado junto com este em grandes templos-hospitais, onde se curavam várias doenças, sobretudo através do sono. É ainda o deus da profecia. Inúmeros oráculos eram-lhe atribuídos, sendo o mais famoso o oráculo de Delfos, o mais importante da antiguidade que era visitado por inúmeros visitantes, alguns dos quais nem eram gregos. Como deus da música Apolo era representado tocando a sua lira, e é o corifeu das musas.
Zeus, seu pai, presenteou-o com arco e flechas de ouro, além de uma lira do mesmo material (sua irmã Ártemis ganhou os mesmos presentes, porém de prata). Todos eram obra de Hefesto, o Deus do fogo e das forjas. - Algumas versões dizem que Apolo ganhou a lira como um presente de Hermes.
Outra faceta deste deus é a sua parte mais violenta, quando ele usa o arco, para disparar dardos letais que matam os homens com doenças ou mortes súbitas. Ainda assumindo este lado mais negro, Apolo é o deus das pragas de ratos e dos lobos, que atormentavam muitas vezes os gregos.
Finalmente, Apolo é o deus dos jovens rapazes, ajudando na transição para a idade adulta. Assim, ele é sempre representado como um jovem, frequentemente nu, para simbolizar a pureza e a perfeição, já que ele é também o deus destes dois atributos.
A árvore mais sagrada para Apolo é o loureiro. Crê-se que alguns sacerdotes mastigavam loureiro para dizerem as profecias, outros usavam ramos de loureiro para salpicar o templo na purificação, ou para purificar a água com o fogo. As coroas de louro eram muitas vezes oferecidas a alguém que tinha conseguido algo extraordinário, superando-se a si mesmo, na procura da arete, o ideal grego simbolizado por este jovem deus.
Apolo participa em diversos mitos, incluindo a famosa guerra de Tróia, onde esteve ao lado troiano, dizimando os aqueus com praga quando estes ofenderam o seu sacerdote troiano, e acabando por matar Aquiles. A maioria dos mitos que dizem respeito a Apolo falam dos seus inúmeros amores, sendo os mais famosos Dafne, uma ninfa que foi transformada em loureiro (daí a sacralidade da árvore para Apolo), Jacinto, que se transformou na flor com o mesmo nome, e Ciparisso, o qual se transformou em Cipreste. Nestes mitos amorosos, Apolo nunca tem sorte, e existe um mito que conta que isto se deve ao facto de ele se gabar de ser o melhor arqueiro entre os deuses, o que faz com que Eros, deus do amor, sinta inveja.
Apolo é tradicionalmente consagrado o dia 22 de Janeiro.
Fonte: Wikipédia
Adónis

Adónis, nas mitologias fenícia e grega, era um jovem de grande beleza que nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras de Chipre manteve com a sua filha Mirra.
A deusa grega Afrodite, do amor e da beleza sensual, apaixonou-se por ele. No entanto, o deus Ares, da guerra, amante de Afrodite, ao saber da traição da deusa, decide atacar Adónis enviando um javali para matá-lo. O animal desferiu um golpe fatal na anca de Adónis, tendo o sangue que jorrou transformando-se numa anémona. Afrodite, que corria por entre as silvas para socorrer o seu amante, feriu-se e o sangue que lhe escorria das feridas tingiu as rosas brancas de vermelho. Outra versão do mito conta que Afrodite transmutou o sangue do amado numa anêmona. O jovem morto desceu então ao submundo, onde governava ao lado de Hades a esposa dele, a deusa Perséfone – a rainha do submundo, que também apaixonou-se por ele. Isso causou um grande desgosto em Afrodite, e as duas deusas tornaram-se rivais.
Inicialmente, Perséfone, compadecida pelo sofrimento de Afrodite, prometeu restitui-lo com uma condição: Adónis passaria seis meses no submundo com ela e outros seis meses na Terra com Afrodite. Cedo o acordo foi desrespeitado, o que provocou nova discussão entre as duas deusas, que só terminou com a intervenção de Zeus, que determinou que Adônis seria livre quatro meses do ano, passaria outros quatro com Afrodite e os restantes quatro com Perséfone. Adónis tornou-se então símbolo da vegetação que morre no Inverno (descendo ao submundo e juntando-se a Perséfone) e regressa à Terra na Primavera (para juntar-se a Afrodite). Deus oriental da vegetação, divindade ctónica (que cumpre o ciclo da semente).
Embora seja mais conhecido como divindade grega Adónis teve, no entanto, origem na Síria, onde era cultuado sob o nome semita de Tamuz. Era também um deus eternamente jovem, ligado à vida, à morte e à ressurreição, estando associado ao calendário agrícola. De resto, o nome Adónis deve ter origem no mundo semítico - parece proceder do semita Adonai, expressão que significa Meu Senhor. É um deus que congrega em si elementos de várias origens, demonstrativo do grande sincretismo religioso produzido pelos gregos da antiguidade.
Fonte: Wikipédia
Definição de Paganismo
Fonte:
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Alberto Caeiro (Resumo)

É o poeta da simplicidade completa e da clareza total, descrevendo o mundo sem pensar nele, pois este liberta-se de tudo o que possa perturbar a apreensão objectiva e limpa da realidade concreta.
Ao contrário do seu criador, Fernando Pessoa, Alberto Caeiro leva a vida de uma forma descontraída e sem pensar nesta.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Pensamento

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Escolhi colocar esta frase aqui, porque gostaria que todos reflectissemos sobre ela.
Numa opinião pessoal, penso que é uma frase muito profunda, que transmite muito sentimento e que nos faz pensar sobre a vida, pois deveriamos viver a vida com mais intensidade e sentimento.
A vida é só uma, e não importa que vivamos um século, mas sim que cada minuto desse século conte.
Esta é apenas a minha opinião, deiam a vossa!
