quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Trabalho de Grupo

Poema "O Luar" de Alberto Caeiro apresentado com imagens.

O Luar

O luar quando bate na relva
Não sei que cousa me lembra...
Lembra-me a voz da criada velha
Contando-me contos de fadas.
E de como Nossa Senhora vestida de mendiga
Andava à noite nas estradas
Socorrendo as crianças maltratadas...

Se eu já não posso crer que isso é verdade,
Para que bate o luar na relva?


sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Estoicismo

O estoicismo é uma corrente filosófica que considera ser possível encontrar a felicidade desde que se viva em conformidade com as leis do destino que regem o mundo, permanecendo indiferente aos males e às paixões, que são perturbações da razão. O ideal ético é a apatia, que se define como a ausência de paixão permitindo a liberdade, mesmo sendo escravo.
Ricardo Reis é um poeta disciplinado, que procura o prazer nos limites do ser humano face ao destin e à brevidade da vida. Daí fazer apologia da indiferença solene diante do poder dos deuses e do destino inelutável. Considera que a verdadeira sabedoria de vida é viver de forma equilibrada e serena, sem «sem desassossegos grandes».

Epicurismo

O epicurismo consite na filosofia moral de Epicuro (341-270 a. C.) que defende o prazer como caminho da felicidade. Mas para a satisfação dos desejos seja estável, sem desprazer ou dor, é necessário um estado de ataraxia, ou seja, de tranquilidade e sem qualquer perturbação. O poeta romano Horácio seguiu de perto este pensamento da defesa do prazer do momento, ao considerar o «carpe diem» («aproveitai o dia») como necessário à felicidade.

Ricardo Reis (Resumo)




Ricardo Reis:
Nasceu no Porto em 1887, educado por jesuitas, era médico e foi expatriado, em 1919, para o Brasil. A sua estatura é mediana, forte e seco, foi «latinista por educação alheia e um semi-helenista por educação própria».

O heterónimo pessoano Ricardo Reis é um poeta contemplativo que procura a serenidade, livre de afectos e de tudo o que possa perturbar o seu espírito. É também um estóico, apesar de, aparentemente, resignado.
Há no seu pensamento, uma tensão, uma atitude de luta contra tudo o que lhe tire o desassossego. É uma atitude vital na busca do entendimento da felicidade e da liberdade a que tende o homem, obrigado a viver num meio social adverso. Em Ricardo Reis, vê-se não só o mundo de angústias que afecta Pessoa, mas a apatia, a desilusão perante o mistério da vida sem soluções. Tudo é incerto, nada fica de nada, nada somos, tudo passa, tudo muda.

A filosofia de vida de Ricardo Reis é a de um epicurismo triste, pois defende o prazer do momento, o
«carpe diem», como caminho da felicidade, mas sem cede aos impulsos dos instintos.

Horácio (Venúsia, 66 a. C. - Roma, 8 a. C.)



Poeta latino. Após a sua educação em Roma e Atenas, Horácio passa uns anos azarentos até que pode gozar, como Virgílio, da protecção de Mecenas, que lhe oferece uma casa de campo onde vive livre de cuidados.

Horácio é o grande inovador da poesia latina, na qual introduz novos critérios métricos e uma concepção original dos quatro géneros que cultiva: os epodos, as sátiras, as odes e as epístolas.
Nas Sátiras, o cuidado formal é mais importante que os temas, muito variados: relatos de viagens, descrição de um banquete ridículo, retrato de uma pessoa vagarosa, etc. Nos Epodos, parecidos com as Sátiras, inclui-se uma das obras-primas de Horácio, o Beatus ille, canto à vida tranquila do campo.

As Odes são a sua obra-prima. Os temas que nelas trata, muito simples, são a expressão lírica da própria vida: o amor (e especialmente a amizade), a beleza da natureza (independentemente da sua utilidade), os prazeres quotidianos, a passagem do tempo, a ineludível chegada da morte… Horácio tem consciência de criar um lirismo novo que lega às gerações futuras, pois escreve: «Levantei um monumento mais duradouro que o bronze.»

As Epístolas, cartas em verso, são também peças poéticas, se bem que nelas predomine a reflexão sobre o lirismo. A mais conhecida é a Arte Poética, em que expõe uma série de conselhos para a criação literária.

Fonte: Vidas Lusofonas

Apolo



Nas mitologias grega e romana, Apolo (em grego, Ἀπόλλων — Apóllōn ou Ἀπέλλων — Apellōn) era um deus filho de Zeus e Leto, e irmão gémeo da deusa Ártemis, da caça. Em época mais tardia foi identificado com Hélios, deus do sol, pois era antes o deus da luz, e por arrastamento, a sua irmã foi identificada com Selene, deusa da lua. Mais tarde ainda, foi conhecido primordialmente como uma divindade solar. Na mitologia etrusca, foi conhecido como Aplu. Ao seu nome acrescenta-se, por vezes, epítetos relacionados com os locais onde era venerado, como o título de "Abeu" (de "Abas"), como era conhecido em Chipre.

Mas o seu culto estendia-se muito para além do culto solar. Apolo é também o deus da cura e das doenças, pai de Asclépio, ou Esculápio, venerado junto com este em grandes templos-hospitais, onde se curavam várias doenças, sobretudo através do sono. É ainda o deus da profecia. Inúmeros oráculos eram-lhe atribuídos, sendo o mais famoso o oráculo de Delfos, o mais importante da antiguidade que era visitado por inúmeros visitantes, alguns dos quais nem eram gregos. Como deus da música Apolo era representado tocando a sua lira, e é o corifeu das musas.

Zeus, seu pai, presenteou-o com arco e flechas de ouro, além de uma lira do mesmo material (sua irmã Ártemis ganhou os mesmos presentes, porém de prata). Todos eram obra de Hefesto, o Deus do fogo e das forjas. - Algumas versões dizem que Apolo ganhou a lira como um presente de Hermes.

Outra faceta deste deus é a sua parte mais violenta, quando ele usa o arco, para disparar dardos letais que matam os homens com doenças ou mortes súbitas. Ainda assumindo este lado mais negro, Apolo é o deus das pragas de ratos e dos lobos, que atormentavam muitas vezes os gregos.

Finalmente, Apolo é o deus dos jovens rapazes, ajudando na transição para a idade adulta. Assim, ele é sempre representado como um jovem, frequentemente nu, para simbolizar a pureza e a perfeição, já que ele é também o deus destes dois atributos.

A árvore mais sagrada para Apolo é o loureiro. Crê-se que alguns sacerdotes mastigavam loureiro para dizerem as profecias, outros usavam ramos de loureiro para salpicar o templo na purificação, ou para purificar a água com o fogo. As coroas de louro eram muitas vezes oferecidas a alguém que tinha conseguido algo extraordinário, superando-se a si mesmo, na procura da arete, o ideal grego simbolizado por este jovem deus.

Apolo participa em diversos mitos, incluindo a famosa guerra de Tróia, onde esteve ao lado troiano, dizimando os aqueus com praga quando estes ofenderam o seu sacerdote troiano, e acabando por matar Aquiles. A maioria dos mitos que dizem respeito a Apolo falam dos seus inúmeros amores, sendo os mais famosos Dafne, uma ninfa que foi transformada em loureiro (daí a sacralidade da árvore para Apolo), Jacinto, que se transformou na flor com o mesmo nome, e Ciparisso, o qual se transformou em Cipreste. Nestes mitos amorosos, Apolo nunca tem sorte, e existe um mito que conta que isto se deve ao facto de ele se gabar de ser o melhor arqueiro entre os deuses, o que faz com que Eros, deus do amor, sinta inveja.

Apolo é tradicionalmente consagrado o dia 22 de Janeiro.

Fonte: Wikipédia

Adónis



Adónis, nas mitologias fenícia e grega, era um jovem de grande beleza que nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras de Chipre manteve com a sua filha Mirra.

A deusa grega Afrodite, do amor e da beleza sensual, apaixonou-se por ele. No entanto, o deus Ares, da guerra, amante de Afrodite, ao saber da traição da deusa, decide atacar Adónis enviando um javali para matá-lo. O animal desferiu um golpe fatal na anca de Adónis, tendo o sangue que jorrou transformando-se numa anémona. Afrodite, que corria por entre as silvas para socorrer o seu amante, feriu-se e o sangue que lhe escorria das feridas tingiu as rosas brancas de vermelho. Outra versão do mito conta que Afrodite transmutou o sangue do amado numa anêmona. O jovem morto desceu então ao submundo, onde governava ao lado de Hades a esposa dele, a deusa Perséfone – a rainha do submundo, que também apaixonou-se por ele. Isso causou um grande desgosto em Afrodite, e as duas deusas tornaram-se rivais.

Inicialmente, Perséfone, compadecida pelo sofrimento de Afrodite, prometeu restitui-lo com uma condição: Adónis passaria seis meses no submundo com ela e outros seis meses na Terra com Afrodite. Cedo o acordo foi desrespeitado, o que provocou nova discussão entre as duas deusas, que só terminou com a intervenção de Zeus, que determinou que Adônis seria livre quatro meses do ano, passaria outros quatro com Afrodite e os restantes quatro com Perséfone. Adónis tornou-se então símbolo da vegetação que morre no Inverno (descendo ao submundo e juntando-se a Perséfone) e regressa à Terra na Primavera (para juntar-se a Afrodite). Deus oriental da vegetação, divindade ctónica (que cumpre o ciclo da semente).

Embora seja mais conhecido como divindade grega Adónis teve, no entanto, origem na Síria, onde era cultuado sob o nome semita de Tamuz. Era também um deus eternamente jovem, ligado à vida, à morte e à ressurreição, estando associado ao calendário agrícola. De resto, o nome Adónis deve ter origem no mundo semítico - parece proceder do semita Adonai, expressão que significa Meu Senhor. É um deus que congrega em si elementos de várias origens, demonstrativo do grande sincretismo religioso produzido pelos gregos da antiguidade.

Fonte: Wikipédia

Definição de Paganismo

O paganismo é na verdade, um termo referente às diversas formas de religiosidade que têm como lugar comum o encontro com o divino através da Natureza. Se pensarmos no ensinamento que remonta ao Egipto Antigo, e que diz que "o que está acima é como o que está abaixo e o que está abaixo é como o que está acima", compreendemos que a natureza dos Criadores é a mesma de suas criaturas. Os pagãos procuram, dessa feita, compreender "o que está acima" - os deuses - conhecendo "o que está abaixo" - a Natureza.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Alberto Caeiro (Resumo)


Alberto Caeiro (1889-1915) apresenta-se como um simples "guardador de rebanhos", que só se importa em ver de forma objectiva e natural a realidade.
É o poeta da simplicidade completa e da clareza total, descrevendo o mundo sem pensar nele, pois este liberta-se de tudo o que possa perturbar a apreensão objectiva e limpa da realidade concreta.
Ao contrário do seu criador, Fernando Pessoa, Alberto Caeiro leva a vida de uma forma descontraída e sem pensar nesta.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Horizonte - Fernando Pessoa

Poema "Horizonte" de Fernando Pessoa apresentado com imagens.

Trabalho de Grupo

Video sobre Fernando Pessoa e os seus heterónimos.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Pensamento


Como primeiro post, resolvi colocar uma frase de Fernando Pessoa.

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Escolhi colocar esta frase aqui, porque gostaria que todos reflectissemos sobre ela.

Numa opinião pessoal, penso que é uma frase muito profunda, que transmite muito sentimento e que nos faz pensar sobre a vida, pois deveriamos viver a vida com mais intensidade e sentimento.
A vida é só uma, e não importa que vivamos um século, mas sim que cada minuto desse século conte.

Esta é apenas a minha opinião, deiam a vossa!